Jogo rápido com Gustavo Petta
Ele quer a cabeça do Meirelles
Depois de 4 anos, finalmente o estudante de jornalismo Gustavo Petta terá férias. Antes de embarcar para Jericoacoara com namorada, depois de passar quatro anos presidindo a UNE, Petta recebeu Fórum para falar sobre o futuro e analisar o presente do movimento estudantil brasileiro. Quando voltar do Ceará, Petta tentará uma transferência da PUC Campinas para o jornalismo do Mackenzie ou da Cásper Líbero. Em um ano promete que se forma. Antes disso, porém, começa na profissão. “Vou ter experiência de jornalista - coordenar o blog do IG sobre juventude. O blog vai fiscalizar as políticas públicas de juventude e
dar espaço para organizações juvenis mais amplas. Em agosto entra no ar”. O ex presidente UNE ainda nega, mas é bem provável que ele seja candidato a vereador pelo PCdoB de São Paulo ano que vem. Além do Blog, Petta assumirá um cargo na executiva nacional da UJS.
Confira a entrevista.
Por Pedro Venceslau
Fotos Guilherme Perez
Fórum – Com parte do PT o PCdoB aliou-se no último no 50º Congresso da UNE?
Gustavo Petta- No último Congresso, a tendência mais progressista do PT é aquela que assina a carta “Mensagem ao Partido”, que conta com militantes ligados ao Tarso Genro e da Democracia Socialista. Eles não se renderam a convocação do Ricardo Berzoini, que queria uma chapa única e isolada, só do PT. Eles se uniram a nós e vencemos com 72% dos votos.
Fórum – Antes, o aliado mais fiel do PCdoB era o campo majoritário do PT. O que mudou?
Gustavo Petta- Depois da crise política de 2005 nos aproximamos muito da esquerda do PT). Nós sabíamos que existia uma tentativa da direita de colocar o movimento social como tropa de choque pelo impeachment do presidente. Apesar disso, exigimos a punição dos envolvidos (nos casos de corrupção). Era importante separar o joio do trigo na esquerda brasileira. Nossa postura foi muito dura. Por isso, nos aproximamos das tendências de esquerda do PT, que também defendem a punição exemplar as pessoas envolvidas em corrupção.
Fórum – O campo majoritário está enfraquecido?
Gustavo Petta- Dentro do PT, institucionalmente falando, o campo majoritário continua com muita força. Mas nos movimentos sociais, em especial o estudantil, o campo majoritário perdeu espaço. Se afastou da universidade.
Fórum – A UNE vai bater mais forte no governo a partir de agora?
Petta – Vamos fazer pressão no governo e elevar o tom da crítica. Vamos bater forte na política econômica. O congresso da UNE foi um divisor de águas. Um dos grandes objetivos do Congresso foi impulsionar mobilizações de pressão ao governo Lula. Estamos pedindo a cabeça do Meireles para o Lula. Quem pode mudar a política econômica, que conservadora do ponto de vista dos juros e do superávit primário, é o Lula. Queremos desgastar a imagem do Meireles e não poupar o Lula.
Fórum – Qual foi o melhor e o pior ministro da educação durante sua passagem de quatro anos pela UNE?
Petta - O ministro que mais se destacou foi o Tarso Genro. Tem muita capacidade política e colocou a educação no centro do debate político, com a reforma universitária, o Fundeb e Proune. Não por falta de vontade ou obstinação, mas por não ter tido força em relação ao Planalto, o ministro com menos poder político foi o Cristovam Buarqe. O Genro fazia o bom combate com a Fazenda por mais recurso. Já o Hadad não tem essa característica. É bom tecnicamente, mas não tem capacidade política.
“Avanço: ampliação das Universidades Públicas Federais, volta da rubrica especifica de assistência estudantil, Proune, que destina vaga a estudantes em escolas públicas oriundos de privadas. Não se aumentou o controle o ensino privado. Governo totalmente omisso. Começou na gestão Paulo Renato e continuou na gestão Lula”.
“Comecei a me envolver no Grêmio. Meus pais foram referência de dedicação e de luta. Sempre conversamos muito em casa. Trocamos muita idéia, conversa política. Discutimos muita política nacional. Ambiente propicio. Minha mãe sempre dizia: “faz movimento secundarista. Quando chegar na Universidade, se dedique aos estudos”. No caso das minhas irmãs mais velhas deu certo. Elas fizeram movimento secundarista. Foram da UCES na época do impeachment do Collor. Depois, a Tininha foi fazer artes cênicas e pontos. A Helena até foi do CA, mas não perdeu nem um ano. Eu e Renata e que nos envolvemos mais com movimento universitário. Meus pais sempre foram preocupados com isso, mas depois valorizaram e apoiaram”
“Último CONEB reuniu mais de 4000 ca´s. Capilaridade. Pluralidade.
quarta-feira, 25 de julho de 2007
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